terça-feira, 31 de março de 2015
Francesco Meli
"Descobri" o tenor Francesco Meli, exactamente neste "Il Trovatore" de Salzburgo 2014.
Seguro num papel difícil e muito exigente.
Gostei.
sábado, 28 de março de 2015
segunda-feira, 16 de março de 2015
sábado, 10 de maio de 2014
sábado, 27 de outubro de 2012
Cantoras Esquecidas (5)
Emma Calvé (1858 – 1942)
Dizia-se que a sua “Carmen”, o seu papel mais famoso, não consistia numa
interpretação, mas de milhares, dependendo da sua disposição na noite da récita.
A sua versatilidade entre a opulência escura do contralto e o brilhantismo de
uma alto-soprano, quebrava qualquer disciplina que o papel impõe.
Espantou todas as audiências desenvolvendo o que chamava a sua “quarta” voz,
aprendida, segundo dizia, com os “últimos castrati”, e que é reconhecida em
muitas das suas gravações.
Estreou-se no “Fausto” em Bruxelas no ano de 1881, mas segue de imediato para o
Covent Garden (Londres) e para o MET (NY), onde fez sensação na “Cavalleria
Rusticana”.
Fazendo uma gestão perfeita e inteligente dos papéis que escolhia, Calvé chegou
a gravar já com mais de 60 anos, o que é sempre notável.
Permanece como uma das grandes Divas da Ópera, ainda que muito esquecida.
terça-feira, 23 de outubro de 2012
Cantoras Esquecidas (4)
Claire Dux (1885 – 1967)
Podia-se gabar de ter sido a única cantora de ópera retratada por Salvador
Dali.
Há quem diga que o seu timbre nunca foi igualado por nenhum
soprano alemão.
Embora aos 12 anos já cantasse a “Gretel”, estreou-se oficialmente aos 21 como
“Pamina”, e durante muitos e muitos anos nenhuma “Pamina” ou “Eva” (“Mestres
Cantores”) foi considerada melhor.
Após a guerra de 14-18 decidiu mudar-se para os Estados Unidos, e em Chicago,
depois de dois casamentos anteriores, o primeiro com um escritor que não passou
do anonimato, o segundo com o actor Hans Albers, Claire Dux casou com o
milionário Charles Swift, marcando claramente o fim da sua notável carreira.
Ainda cantaria em Salzburgo, sem grande sucesso.
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