quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Triste



O tumor cerebral é inoperável.
Dmitri Hvorostovsky já abandonou as encenações de óperas completas.
A partir de agora, apenas recitais.

Enquanto puder.
Triste.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Fujam!

Acabei de ver, em Blu-ray, a "Semiramide" de Myrto Papatanasiu.
Fujam!
Coitado do Rossini!
Tão maltratado!
E a protagonista é a única que se salva.
Fujam mesmo!

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Tenor, e não barítono.

Não é o primeiro, nem será, seguramente, o último.
Cantores que não sabem retirar-se dos palcos na altura certa.
Como aqueles futebolistas que, sem força nas pernas, insistem em arrastar-se pelos relvados, deixando a imagem de fracos jogadores, quando, na verdade, o não foram.
Placido Domingo tem 75 anos.
Atrás de si, uma fabulosa carreira de um extraordinário tenor, dos melhores de sempre, somando êxitos inesquecíveis, guardados para a posteridade em gravações de excepção.
Pelo meio, uma tentativa frustrada de maestro mediano, rapidamente esquecida para sua e nossa felicidade.
Quando percebeu que a voz de tenor desaparecera, Domingo não soube reagir.
Não soube estar à altura do seu passado, da sua glória.
E ei-lo, para tristeza de muitos, a interpretar papéis de barítono, campo onde facilmente se nota que não está confortável, mas insistindo...insistindo...
Triste fim.

terça-feira, 31 de março de 2015

Francesco Meli




"Descobri" o tenor Francesco Meli, exactamente neste "Il Trovatore" de Salzburgo 2014.
Seguro num papel difícil e muito exigente.
Gostei.

sábado, 28 de março de 2015



Na dúvida quase certeza... sempre presente, de que não chegará nunca a Portugal, encomendei através da Amazon França, e ei-lo.
Começo a leitura das memórias do grande Maestro.

terça-feira, 17 de março de 2015

Carmen Romeu.
Descoberta recente, numa "Armida" de Rossini.


segunda-feira, 16 de março de 2015

Javier Camarena.
Uma grande voz num notável espírito de actor.
Carreira que sigo com atenção.

sábado, 10 de maio de 2014

Confesso a minha culpa por nada publicar aqui há muito tempo.
E deixo uma pergunta: ainda alguém passará por aqui?
Consoante o número de respostas, decidirei pelo futuro deste blogue.

sábado, 27 de outubro de 2012

Cantoras Esquecidas (5)



Emma Calvé (1858 – 1942)

Dizia-se que a sua “Carmen”, o seu papel mais famoso, não consistia numa interpretação, mas de milhares, dependendo da sua disposição na noite da récita. A sua versatilidade entre a opulência escura do contralto e o brilhantismo de uma alto-soprano, quebrava qualquer disciplina que o papel impõe.
Espantou todas as audiências desenvolvendo o que chamava a sua “quarta” voz, aprendida, segundo dizia, com os “últimos castrati”, e que é reconhecida em muitas das suas gravações.
Estreou-se no “Fausto” em Bruxelas no ano de 1881, mas segue de imediato para o Covent Garden (Londres) e para o MET (NY), onde fez sensação na “Cavalleria Rusticana”.
Fazendo uma gestão perfeita e inteligente dos papéis que escolhia, Calvé chegou a gravar já com mais de 60 anos, o que é sempre notável.
Permanece como uma das grandes Divas da Ópera, ainda que muito esquecida.


terça-feira, 23 de outubro de 2012

Cantoras Esquecidas (4)



Claire Dux (1885 – 1967)

Podia-se gabar de ter sido a única cantora de ópera retratada por Salvador Dali.

Há quem diga que o seu timbre nunca foi igualado por nenhum soprano alemão.
Embora aos 12 anos já cantasse a “Gretel”, estreou-se oficialmente aos 21 como “Pamina”, e durante muitos e muitos anos nenhuma “Pamina” ou “Eva” (“Mestres Cantores”) foi considerada melhor.
Após a guerra de 14-18 decidiu mudar-se para os Estados Unidos, e em Chicago, depois de dois casamentos anteriores, o primeiro com um escritor que não passou do anonimato, o segundo com o actor Hans Albers, Claire Dux casou com o milionário Charles Swift, marcando claramente o fim da sua notável carreira.
Ainda cantaria em Salzburgo, sem grande sucesso.


terça-feira, 16 de outubro de 2012

Cantoras Esquecidas (3)



Lina Cavalieri  (1874 – 1944)

Começou como cantora de café-concerto, tornando-se muito conhecida não apenas pelo seu talento, mas também, ou principalmente,  pelos dotes físicos.
Caprichosa e inteligente, juntou uma enorme fortuna, fruto de relações com homens poderosos e ricos, chegando a assinar um contracto com um deles, da família Astor, que lhe rendeu todos os seus bens em troca de uma semana de casamento legal. E assim foi…
A sua estreia em palcos de ópera sucede em Lisboa, na temporada de 1899-1900, cantando a “Nedda” dos “Palhaços”.
No excelente livro “O Teatro de S.Carlos – Dois Séculos de História” de Mário Moreau, podemos ler:

“Lina Cavalieri era uma mulher de beleza deslumbrante, mas, no que respeita a dotes vocais, parece que o deslumbramento causado já não era precisamente o mesmo. Em todo o caso, na referida noite ainda foi aplaudida, embora tivesse ouvido manifestações de desagrado, incluindo risos e gritos de troça. No dia seguinte, porém, as coisas pioraram muito. O público, continuando a manifestar a sua agressividade, vaiou a cantora, cuja actuação não foi satisfatória nem poderia ter sido, depois da hostilidade da véspera. Indignada e psicologicamente incapaz de prosseguir a representação, Lina Cavalieri retirou-se da cena no meio de uma algazarra infernal que se prolongou por alguns minutos, ao cabo dos quais o espectáculo pôde prosseguir, agorqa com a cantora Amalia De Roma”.

Interpretou a “Manon Lescaut” no primeiro filme mudo sobre uma ópera. Não se ouvia a sua voz, mas via-se a mulher, o que foi suficiente para as salas esgotarem com facilidade.

Cavalieri, que foi considerada, à época, “a mulher mais bela do mundo”, morreu na sua casa em Florença, em 1944, aquando de um bombardeamento.

sábado, 6 de outubro de 2012

Cantoras Esquecidas (2)




Maria Jeritza (1887 - 1982)

Foi ela quem estreeou várias óperas de Richard Strauss.
“Ariadne auf Naxos”, “Frau ohne Schatten”, “Salome”, e “Agyptisch Helena”.
Só…
Mas como não há “bela sem senão”, Jeritza comandou um “lobby” pro-nazi em Hollywood. Casou inúmeras vezes, sempre com aristocratas e milionários.
Apesar disso e quando Strauss passava por dificuldades quando a guerra acabou, enviou-lhe muitas encomendas com comida, levando o compositor a dedicar-lhe “September”, das suas “Four Last Songs”.
“Ela é o Sol!”, disse Lotte Lehmann, a sua eterna rival.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Cantoras Esquecidas (1)


Fanny Heldy (1888-1973).

O público chorava sempre que ela interpretava "La Traviata".
Toscanini trouxe-a para o Scala, abrindo uma excepção, dado que era palco para cantoras italianas.
O seu olhar prendia a atenção, e o seu talento fazia o resto.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

"Va pensiero"...

Haja liberdade de cada qual pensar o que mais lhe convém.
Mesmo que erradamente.


Liceo.


O "Liceo" acaba de comunicar o despedimento de 11 músicos titulares da sua Orquestra.
Há poucos dias, havia dispensado metade dos elementos do Coro.
Quando isto acontece em Barcelona, até agora um dos grandes "templos" mundiais da Ópera, é caso de evidente preocupação, ainda que estejamos, de há muito, habituados  a cortes na Cultura.
Enquanto esta for considerada terreno fértil e fácil para emagrecimento nos custos, com alheamento de outras áreas onde porventura seria bem mais rentável a poupança, vamos mal. Muito mal.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

terça-feira, 31 de julho de 2012

segunda-feira, 9 de julho de 2012

sábado, 2 de junho de 2012

La Calunnia

http://youtu.be/rS8l0ArPkYU
Locations of visitors to this page