A carreira de uma grande cantora obedece, como não pode deixar de ser, a uma calendarização rigorosa, de acordo com a evolução natural da intérprete.
Não espanta, portanto, que a actividade da agora mais anafada Netrebko tenha sido anunciada com muita antecedência. E nós, os fieis, só desejamos que o tempo corra célere…
Vejamos:
“Fausto”, “Anna Bolena”, “La Bohème”, “Il Trovatore” e “Eugene Onegin”, tudo isto até 2013.
Logo a seguir, “Lohengrin”, “Luisa Miller”, “Otello” (Verdi), “Don Carlo”, “Salome” e “Lulu”.
Trabalho não lhe faltará.
Só podemos esperar o melhor!
Não espanta, portanto, que a actividade da agora mais anafada Netrebko tenha sido anunciada com muita antecedência. E nós, os fieis, só desejamos que o tempo corra célere…
Vejamos:
“Fausto”, “Anna Bolena”, “La Bohème”, “Il Trovatore” e “Eugene Onegin”, tudo isto até 2013.
Logo a seguir, “Lohengrin”, “Luisa Miller”, “Otello” (Verdi), “Don Carlo”, “Salome” e “Lulu”.
Trabalho não lhe faltará.
Só podemos esperar o melhor!
5 comentários:
Passar do italianos Puccini e Verdi, para o russo Tchaikovsky, cantar ópera de mestres alemães como Wagner e Strauss e ainda entrar em Berg é mesmo muita versatilidade e implica uma intensa preparação e grande capacidade de adaptação. Será mesmo capaz de oferecer igual qualidade em campos tão diferentes?
Tem razão, caro "geocrusoe", é um desafio bem ambicioso, este da Netrebko.
Em condições normais, daria para temer e até desconfiar...mas perante esta cantora...eu acredito que ultrapassará as dificuldades inerentes aos diferentes papéis e triunfará.
Vamos esperar.
Um abraço.
Caro José,
na minha óptica, se Netrebko não tivesse sido catapultada para o estrelato associada a alguns papéis belcantistas, as dúvidas que, porventura, suscita em algum público não se colocariam. Tal como as recentes escolhas de reportório indiciam, o soprano russo tem apostado, de forma inteligente, no território mais lírico, afastando-se, progressivamente, de personagens como a Lucia, a Amina ou a Elvira para as quais o seu instrumento não me parece especialmente talhado, conquanto as tenha abordado, no mínimo, a contento.
Inteira razão, caro Hugo.
E a propósito, não gostei mesmo nada da "Lucia" de Netrebko.
Cansaço pós-parto?
Não sei.
Julgo que não só...
Caro José
Não nutro um especial interesse pela cantora, reconhecendo-lhe logicamente. enormes qualidades vocais e cénicas. A Lucia do Met correu-lhe muito mal e, a meu ver, tal não teve nada que ver com o período pós-parto em que se encontrava.
Não penso que a voz da Netrebko se "dê bem" com o repertório de Belcanto. É por isso que não vejo que tenha sucesso como Anna Bolena.
Aguardemos!
Um abraço
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