terça-feira, 11 de maio de 2010

Grande Simionato.


A grande Giulietta Simionato completaria amanhã 100 anos.
Mas um capricho do destino não a deixou comemorar o centenário, pois faleceu no dia 5.
Quero dizer o que para mim representa esta enorme cantora.
Desde quase menino que ouço ópera, e habituei-me às grandes gravações em LP, que com o tempo ficavam cheias de indesejáveis mas inevitáveis ruídos. E nelas, recuando aos anos 40 e 50, Simionato era presença constante, ao lado de Callas, Gobbi, Di Stefano e Boris Christoff, para apenas dar um exemplo por “voz”.
Porque Simionato estava ao nível daquelas “estrelas”, os elencos eram formados pelos melhores, e o melhor “mezzo” da sua geração foi ela, indiscutivelmente.
Alguns dos seus papéis permanecem na memória dos privilegiados, mas também das gerações mais recentes, através das maravilhas da técnica que permitiram chegar aos cd.

Obrigado, Giulietta Simionato, por tudo o que fez pela Ópera.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Inveja...

Na temporada de 1953/54, Elisabeth Schwarzkopf encantou o público de S.Carlos, o que não espanta. E até os comentários ao recital eram assinados por Luiz de Freitas Branco.

Os anos 40 e 50 marcaram aquele palco, que viu e ouviu as maiores estrelas do canto lírico.

Não pedimos o mesmo para os nossos dias, porque temos consciência das dificuldades e dos "cachets", mas exigimos respeito. Por nós e pelo S.Carlos.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Obrigado!


133 mil euros.
Há muito tempo que não via uma verba tão bem empregue.
Indemnização para Dammann, e “adeus que não deixas saudades”!

Com algumas reservas quanto ao anunciado sucessor, cuja ligação a Portugal, no passado, não foi pacífica…fico a aguardar os resultados imediatos da sua gestão, dando-lhe, para já, o benefício da dúvida.
Mas Gabriela Canavilhas repôs a decência.
Parabéns por isso. E obrigado.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

1913



Cesarina Lira (1883-1964), soprano.
Estreou-se em 1912, numa “Aida” apresentada no Coliseu de Lisboa, imediatamente seguida de “O Trovador”.
No ano seguinte, integra a temporada de ópera italiana da mesma casa de espectáculos, a que se refere o cartaz aqui exposto, facto notável atendendo à pouca experiência da cantora, mas justificado pela sua qualidade.
Em 1914 canta no “Sá da Bandeira” no Porto “Os Palhaços”, e no ano seguinte, em Lisboa, no Éden Teatro, voltou à “Aida”.
E por aqui se ficou a carreira de um soprano que podia ter ido bem mais longe, mas que a I Grande Guerra marcou, por não ter permitido, como era seu desejo, fixar-se em Itália para aí estudar e cantar.

(Fonte de texto: Mário Moreau, “Cantores de Ópera Portugueses”, vol.2. A fotografia foi publicada na colecção "Inesquecíveis")

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Carreira fugaz


Como se pode ler neste cartaz, a empresa decidiu repetir a récita de “Rigoletto” por ter esgotado completamente a lotação da representação anterior, a que certamente não terá sido alheia a presença de Emília Rodrigues (1894-1979), no papel de “Gilda”.
Este soprano estreou-se no Teatro Carlos Alberto, no Porto, em 1912, cantando duas árias de “A Sonâmbula” e “Lucia de Lammermoor”, mas só em 1914 iniciaria a sua carreira na ópera, no Coliseu de Lisboa, na mesma ópera de Bellini.
A I Grande Guerra impediu-a de ir para Itália estudar, razão pela qual continuou em espectáculos líricos no nosso país, nomeadamente no “Rigoletto”.
Diz Mário Moreau:
“Em poucos meses de carreira operática, Emília Rodrigues conseguira já alcandorar-se a um lugar de primeiro plano na arte lírica portuguesa, mercê não só duma voz bela e primorosamente trabalhada…como também graças às suas notáveis aptidões cénicas”.
Em 1917 foi contratada para cantar no Rio de Janeiro, e essa viagem foi decisiva na sua carreira. Aí casa, e por razões familiares termina a sua breve passagem pelos palcos.
Viveu em São Paulo até à morte.


(Fonte de texto: Mário Moreau, “Cantores de Ópera Portugueses”, Segundo Volume.
Fotografia publicada na colecção “Inesquecíveis”)

segunda-feira, 19 de abril de 2010

XX, XXI...


Ainda Callas usava "Meneghini" no nome artístico, já a cidade do México, através do seu "Palacio de Bellas Artes", a apelidava de "Soprano Absoluta del Siglo".
E eu, naturalmente suspeito, se tivesse de elaborar uma frase deste género, não precisaria do século para nada, e apenas escreveria "Soprano Absoluta".

quarta-feira, 14 de abril de 2010

DVD Revisitado (5)


Quando me apetece um "festival" de grandes cantores, revejo este dvd.
Gravado no dia 1 de Dezembro de 1984, não são necesárias muitas palavras para o caracterizar.
Vê-se, ouve-se, e não se dá por o tempo passar.
Recomendo, se ainda o conseguirem encontrar.



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