sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Peter Glossop

Peter Glossop (1928-2008).
"Morreu o "Iago", pensei de imediato ao ter conhecimento da sua morte.
Para mim, Glossop era, é e sempre será, o "Iago".
Embora este barítono inglês tenha começado a notabilizar-se em óperas de Britten ("Sonho de uma Noite de Verão", "Billy Bud", entre outras), com que se estreia na Royal Opera House no início dos anos 60, é em Verdi que encontra os papéis que o tornariam mais conhecido.
Estreia-se no La Scala, em 1965, com "Rigoletto", e no MET os seus maiores sucessos acontecem com o Don Carlo de "A Força do Destino" e "Falstaff". Também cantará "Macbeth" e um outro Don Carlo em "Ernani".
Mas é Karajan, nos anos 70, que lhe proporciona o seu "Iago", num elenco de luxo com Freni e Vickers, no melhor "Otello" que conheço.
É precisamente esse "Iago" eterno que vamos recordar.

4 comentários:

Hugo Santos disse...

Pese embora, vocalmente, não seja o seu melhor registo (esse talvez seja o Ernani da RAI com Caballé, Christoff e Prevedi), o seu Iago é o mais shakespeariano de todos. E que belíssima interpretação!

geocrusoe disse...

é o mesmo Iago e Otello que eu tenho em dvd e não haja dúvida que ali se respira shakespeare

Rui Luis Lima disse...

Caro José Quintela Soares!
É sempre um prazer ler as crónicas que por aqui vai deixando sobre a Arte do Bel Canto.
Abraço cinéfilo
Paula e Rui Lima

Samuel disse...

Paz à sua alma. Nunca gostei da sua voz, mesmo no Iago.

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