terça-feira, 16 de setembro de 2008

Carlos Guilherme

É o tenor português mais conhecido, na actualidade.
Carlos Guilherme (nasceu em 1945) viveu boa parte da sua vida em Moçambique, onde a sua voz era muito apreciada. Mas o seu primeiro papel em ópera aconteceu na então Rodésia, onde cantou o “Ricardo” de “Um Baile de Máscaras”.
Em Portugal, estreou-se na Amadora em 1981, cantando o “Mr.Pierre” de “A Vingança da Cigana”, e nesse mesmo ano em S.Carlos com o “Malcolm” do “Macbeth”, com Renato Bruson no papel principal. E desde então, tem sido presença assídua naquela sala, interpretando os mais variados papéis.
Membro da Ópera de Câmara do Real Teatro de Queluz, com Elsa Saque, Wagner Dinis e Ana Ferraz, o tenor tem cantado pelo país inteiro, sendo seguramente uma das poucas figuras conhecidas do mundo da ópera portuguesa, junto da opinião pública.
Prémio “Tomás Alcaide” em 1985.

Já lhe perdoei o ter emprestado a sua voz a anúncios de peixe congelado...porque percebo quão difícil é a vida para um cantor lírico em Portugal.

(Fonte: “Cantores de Ópera Portugueses” de Mário Moreau)

3 comentários:

Hugo Santos disse...

Um belíssimo intérprete, produto de uma escola em vias de extinção. Já agora, o José não terá nenhuma informação sobre o soprano Fernanda Nunes? Talvez a tenha visto no São Carlos no Baile de Máscaras (1983, com Taro Ishihara) e sobretudo como Turandot (1981, com o mesmo Ishihara ou Renato Francesconi).

José Quintela Soares disse...

Caro Hugo

Não assisti a nemhuma das récitas.
Sobre Fernanda Nunes apenas sei o que Mário Moreau nos diz sobre ela, que cantou pela última vez em 1985, a Butterfly.
Se quiser ter mais informações, mando por mail.

Um Abraço.

geocrusoe disse...

Conheço Carlos Guilherme dos discos de divulgação ou de compatibilização entre canto lírico e música "ligeira", mas não tenho nenhum. Do São Carlos impossível, desde que comecei a assistir a óperas (há meia dúzia de anos e tornei-me fiel ao bel-canto) nunca esse dito teatro nacional teve uma obra em cartaz e com bilhetes disponíveis coincidentes com as minhas estadas em Lisboa... este ano, se nada mudar, passo por aí para assistir a 3 óperas em Praga, mas claro que em cartaz nada está programado no TNSC.
Ana Ferraz já a vi ao vivo e gostei muito, não é uma voz volumosa, mas é muito agradável.

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