quinta-feira, 14 de julho de 2016

Tenor, e não barítono.

Não é o primeiro, nem será, seguramente, o último.
Cantores que não sabem retirar-se dos palcos na altura certa.
Como aqueles futebolistas que, sem força nas pernas, insistem em arrastar-se pelos relvados, deixando a imagem de fracos jogadores, quando, na verdade, o não foram.
Placido Domingo tem 75 anos.
Atrás de si, uma fabulosa carreira de um extraordinário tenor, dos melhores de sempre, somando êxitos inesquecíveis, guardados para a posteridade em gravações de excepção.
Pelo meio, uma tentativa frustrada de maestro mediano, rapidamente esquecida para sua e nossa felicidade.
Quando percebeu que a voz de tenor desaparecera, Domingo não soube reagir.
Não soube estar à altura do seu passado, da sua glória.
E ei-lo, para tristeza de muitos, a interpretar papéis de barítono, campo onde facilmente se nota que não está confortável, mas insistindo...insistindo...
Triste fim.

terça-feira, 31 de março de 2015

Francesco Meli




"Descobri" o tenor Francesco Meli, exactamente neste "Il Trovatore" de Salzburgo 2014.
Seguro num papel difícil e muito exigente.
Gostei.

sábado, 28 de março de 2015



Na dúvida quase certeza... sempre presente, de que não chegará nunca a Portugal, encomendei através da Amazon França, e ei-lo.
Começo a leitura das memórias do grande Maestro.

terça-feira, 17 de março de 2015

Carmen Romeu.
Descoberta recente, numa "Armida" de Rossini.


segunda-feira, 16 de março de 2015

Javier Camarena.
Uma grande voz num notável espírito de actor.
Carreira que sigo com atenção.

sábado, 10 de maio de 2014

Confesso a minha culpa por nada publicar aqui há muito tempo.
E deixo uma pergunta: ainda alguém passará por aqui?
Consoante o número de respostas, decidirei pelo futuro deste blogue.

sábado, 27 de outubro de 2012

Cantoras Esquecidas (5)



Emma Calvé (1858 – 1942)

Dizia-se que a sua “Carmen”, o seu papel mais famoso, não consistia numa interpretação, mas de milhares, dependendo da sua disposição na noite da récita. A sua versatilidade entre a opulência escura do contralto e o brilhantismo de uma alto-soprano, quebrava qualquer disciplina que o papel impõe.
Espantou todas as audiências desenvolvendo o que chamava a sua “quarta” voz, aprendida, segundo dizia, com os “últimos castrati”, e que é reconhecida em muitas das suas gravações.
Estreou-se no “Fausto” em Bruxelas no ano de 1881, mas segue de imediato para o Covent Garden (Londres) e para o MET (NY), onde fez sensação na “Cavalleria Rusticana”.
Fazendo uma gestão perfeita e inteligente dos papéis que escolhia, Calvé chegou a gravar já com mais de 60 anos, o que é sempre notável.
Permanece como uma das grandes Divas da Ópera, ainda que muito esquecida.


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