quinta-feira, 19 de abril de 2007

Victoria de Los Angeles


O que mais aprecio nesta cantora é, para além de uma voz única, a variedade de papéis que representou, e sempre com o maior rigor e classe.
É bom não esquecer que era um mezzo, mas que as suas melhores interpretações são fundamentalmente como soprano.
Talvez elegesse Puccini como o seu compositor predilecto, mas ao fazê-lo, estou quase a cometer uma injustiça perante outros que tão bem cantou.
E não só nos palcos da ópera, mas também no “Lied”.
Ninguém, na minha opinião, interpretou tão bem o espírito espanhol da zarzuela como Victoria de Los Angeles.
Estreou-se nas “Bodas de Fígaro” em 1945, Salzburgo só a conheceria em 1950, ano em que canta pela primeira vez no La Scala, fazendo aí seis temporadas seguidas, sempre com sucesso estrondoso.
Bayreuth em 1961.
Nascida em 1923, morreu em 2005. Na sua Barcelona.
Escutem qualquer gravação dela.
Porque vale a pena!

3 comentários:

Anónimo disse...

Caro Jose,
Estou em Jinmen e estou a escrever
para aparecer uma luzinha no seu mapa.
Raul

jose quintela soares disse...

Caro Raul

Obrigado pela "luzinha".

Um abraço

Anónimo disse...

Caro José,
Sobre a Los Angeles tudo o que há de adjectivos soa a pobre para definir esta cantora excepcional, uma das melhores entre as melhores do século XX. Versatilíssima (Só na Crespin encontro paralelo) ela é a ideal Butterfly, Mimi, Margarida (Gounod), Manon. Em zarzuela recomendo esse tesouro inestimável que é o disco da EMI: é simplesmente o melhor dos melhores no género.
Se me permite, uma coisa não estou de acordo com o José: considerar que a cantora foi um mezzo inicialmente. Mesmo nos registos mais antigos a cantora é um perfeito soprano lírico.
Raul

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