quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Pavarotti. Sempre!


Uma das mais belas vozes da Ópera.
O intérprete de excepção de Puccini.
O tenor que mais popularizou, junto do grande público, o canto lírico.

Mais do que as suas gravações em dvd, aconselho a audição dos seus cd.
É uma voz única.

Modena ficou órfã de um dos seus “ex-libris”.
Mirella Freni está agora só.
Ela, que com ele cantou, como nenhum par, “La Bohème”.

Acompanhei a sua carreira desde o início.
Cresci com ela, amadureci com ela.
E sempre, mas sempre, me fascinou.

Tem um lugar muito especial nas minhas audições diárias.
Terá sempre.

Luciano Pavarotti.
A preto ( do luto) e branco ( do lenço).

15 comentários:

Anónimo disse...

Não sou nenhum especialista no assunto, mas Pavarotti estava num nível acima de muitos artistas do seu gênero, quer seja pela sua voz ou sua interpretação. Confesso que sempre que ouvia alguma das obras interpretadas por ele, eu conseguia viver uma emoção especial, pois além de talentoso, era carismático. Sua interpretação vencia todas as barreiras idiomáticas, seu canto era universal, contagiava todos os corações. Pavorotti é o tipo de pessoa que possui uma alma especial, que venho a esse mundo com uma missão, a de nos emocionar e através do seu canto tocar nossas almas e nos tornar mais humanos, mais sensíveis. Pavorotti morreu, mas estará entre nós eternizado pelas suas maravilhosas interpretações. Agora sua voz será apreciada pelos anjos do céu por toda eternidade.

Carlos Mainhardt

maria josé quintela disse...

Sim, José. Pavarotti, sempre!

Um beijo

Anónimo disse...

Uma Voz Radiosa é o que me vem à cabeça quando o ouço cantar!! O Reino dos Céus ficou agora mais rico ao se lhe juntar uma das Glórias Vocais deste Planeta. Voltando ao assunto dos cantores portugueses, porque não seguir-se um tenor - Tomaz Alcaide? Aguarda-se com expectativa. Um Abraço

José Quintela Soares disse...

Caro anónimo

Já falei do grande Alcaide em 7 de Fevereiro.

Um abraço

Anónimo disse...

Tem razão.Obrigada pela correcção. Já li e faço só um reparo - não foi em 1949 que integrou o Teatro da Trindade, foi em 1962 que veio para ocupar o cargo de Mestre de Canto na Companhia Portuguesa de Ópera a convite do Dr José Serra Formigal. E que tal falar do fabuloso tenor Carlos Jorge? Voz fácil ( não bela) mas de agudos portentosos

José Quintela Soares disse...

Caro anónimo

O seu reparo tem toda a razão de ser. Na verdade, em 1949 Alcaide entra na Emissora Nacional, como funcionário, e não no Trindade.

Obrigado.

E quanto a Carlos Jorge, que conheci pesoalmente, é só esperar um tempo...

Professora Conselheira de Orientação Escolar disse...

Vai fazer-nos falta o Luciano Pavarotti! A sua voz vai fazer falta a todos os amigos que com ele cantaram. Vai-me fazer falta a mim e, de certeza absoluta, que a parte do mundo que lhe sentirá igualmente a falta é a melhor parte. Vamos continuar a ouvi-lo, não é? Até que a nossa morte, por fim, dele nos separe também.
Um abraço para todos.

Maria disse...

Obrigada pela partilha

http://www.youtube.com/watch?v=2uYrmYXsujI

José Quintela Soares disse...

Ouvi hoje, mais uma vez, uma "La Bohème" com Pavarotti e Freni, em 1970.

Fica-se sem palavras!

E pode ouvir-se quando nos apetece.

teresamaremar disse...

Para além da voz, e do canto italiano que a ele sempre ficará associado, Pavarotti era a anti-vedeta, esbanjava simpatia, boa disposição e doçura. Era fácil tornar-se-nos familiar e dele gostarmos.

Embaixador da música do seu país e do canto que amava, é com simplicidade, e sem preconceito, que alia o canto lírico à música pop, o que, nos nossos tempos, foi um passo grande na popularização (neologismo?) da Ópera.

Penso que o mundo se lhe irá vergar como a Caruso, e "canonizá-lo-à" na memória dos homens.

teresamaremar disse...

Esqueci de, no meu comentário, dizer quão bonito é esse A preto ( do luto) e branco ( do lenço)

geocrusoe disse...

Sim Pavarotti com Freni até eu tenho para continuar a ter aquela voz nos meus ouvidos. Ele foi não só um excelente tenor, foi O divulgador da música lírica para o grande público, até aqueles que assumem não gostar de ópera se deslumbram perante Pavarotti em Puccini, na Filha do Regimento, na Cavaleria rusticana ou numa simples napolitana.

MCA disse...

Pavarotti deve ter sido o primeiro tenor de que eu me lembro. Quero dizer, naquela fase da infância em que começamos a reparar nestas coisas, lembro-me de ouvir falar lá em casa da Callas... e de Pavarotti. Todos os outros vieram depois. Não seria O meu tenor preferido vivo e agora (que tem de rivalizar com muitos mais) continuará a não ser o meu preferido, mas era, sem dúvida alguma, um dos meus preferidos. Um timbre extraordinariamente bonito, daquelas coisas que não se aprendem por muita técnica que se tenha.
E o que fez pela divulgação da ópera! Pavarotti era opera per tutti!

isabel victor disse...

Uma voz que emociona !

Uma imensidão de pessoa ...

Sabia que encontraria aqui uma homenagem a condizer neste teu belíssimo palco

Abraço

Rui Luís Lima disse...

olá josé quintela soares!
foi preciso Pavarotti falecer para o canal 1 da RTP, prestar serviço público no horário nobre, com a transmissão de um excelente documentário da BBC sobre a vida do grande tenor.
peço desculpa por este comentário, mas se por um lado adorei acompanhar a vida do grande tenor ao longo de uma hora, por outro não me esqueci das razões (mais secretas)que levaram à transmissão do documentário.
Adiante, para dizer que o bel canto perdeu a sua maior voz masculina, apesar de certa crítica não o ver com bons olhos quando ele entrou no mundo da pop music.
Resta-nos escutar os cds que moram aqui na casa e os dvds que nos abrem a caixinha da nossa memória, para recordarmos a arte de um grande tenor.
abraço cinéfilo
paula e rui lima

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