quarta-feira, 28 de maio de 2008

Claudio Abbado


É um apaixonado pela Botânica.
“Refugio-me entre as flores depois do trabalho, para pensar na música”.
E por Goya.
“As pinturas negras, os caprichos, os desastres de guerra, comovem-me”.
E sempre aprendeu com os mais velhos, desde jovem.
Toscanini, Bruno Walter, Furtwangler. Todos o fascinavam.
Um cancro diagnosticado, levou-o a “despedir-se” em Salzburgo com um monumental “Requiem” de Verdi na Páscoa de 2002. Pensou que seria a última obra que regia.
Não foi. Sobreviveu a várias cirurgias e reapareceu.
O “maior” da sua geração, agora com 75 anos, foi regente do Scala, da Filarmónica de Viena, e substituiu Karajan à frente da Filarmónica de Berlim entre 1989 e 2002. Só….

Claudio Abbado.

3 comentários:

teresamaremar disse...

Abbado e a música, os sons... as pinturas de Goya escureceram, ficaram mais acres, mais causticamente críticas, após a sua quase total surdez. Talvez a comoção seja também um entendimento.
Refugiar-se nas flores é para mim uma novidade, a lembrar-me Nero Wolfe e as orquídeas :))

Ana Cristina Casqueiro Haderer disse...

Deixo só um pequeno comentário para lhe dizer que me tenho vindo a instruir sobre ópera e música clássica. O Abbado conheço de há bastantes anos, sinto-me menos ignorante... este seu blog tem-me levado a buscas (forçosamente a encontros também) com música(o)s formidáveis. Obrigada por partilhar esta paixão e não ser avaro no "ensinamento".

ematejoca disse...

Claudio Abbado completou 75 anos
ontem. Ele sempre gostou muito de trabalhar com a "nossa" Maria Joao Pires.

Descobri o seu blogue através da Pedrita, e fiquei sem respiracao.
Que excelente!
Eu sou doida por ópera.
Richard Wagner é o meu preferido.

Visite o meu blogue. Eu escrevo também em portugues.

Saudacoes wagnerianas da Alemanha, o berco da música clássica.

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