segunda-feira, 5 de fevereiro de 2007

Tito Gobbi


Estreou-se em 1935, como Conde Rudolfo na “Sonâmbula”, mas só sete anos depois apareceria no La Scala, onde cantou o Belcore do “Elixir de Amor”.
E desde aí, a sua carreira não teve paragens, o seu talento espalhou-se por todos os palcos líricos, a sua voz única deliciou multidões, a teatralidade com que compunha cada um dos seus personagens reconhecida como genial.
Ninguém esquecerá o seu “Scarpia” na Tosca (nomeadamente aquele em que canta com Callas no Convent Garden), “Os Palhaços”, o seu “Rigoletto”.
Participou em 25 (!) filmes, feito absolutamente extraordinário para um cantor de ópera, bem justificativo da sua capacidade como intérprete.
Tito Gobbi é, na minha opinião, o melhor barítono.
Ouvi-lo é puro prazer.

2 comentários:

teresamaremar disse...

Dele, o que lembro de ouvir dizer, num programa da antena2, foi que, enquanto Belcore, era tão cavalheiro que, decidira alterar o texto original
"La dona é un animal, extravagante da vero"
para
"La dona é originale, extravagante da vero".
E quanto à teatralidade, a ideia que tenho é que terá sido ele o fazedor da grande mudança. Se, até aí, os cantores paravam em palco durante as suas árias, foi com ele que se iniciou a representação, e por isso se tornou o mais destacado nos anos 40-50.
É vero?

Jose Augusto Soares disse...

"Si non'e vero...é bene trovato!"...

Não era só como cantor que encantava, pois aliava a isso uma técnica de representação perfeitamente admirável. Felizmente é possível nos nossos dias constatar isso mesmo nos poucos dvd's que existem.
a ele, juntaria, embora num escalão ligeiramente inferior, Gino Bechi, que em S.Carlos interpretou partes do "Rigoletto", de joelhos, de costas viradas para o público. Fascinante, e não ao alcance de qualquer um. Hoje até já se usam microfones...

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