
sábado, 19 de fevereiro de 2011
Peter Hoffmann

sábado, 22 de janeiro de 2011
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
domingo, 12 de dezembro de 2010
"Don Carlo" MET

O “Don Carlo” é uma ópera exigente.
Não só por ser a mais extensa de Verdi, mas também por necessitar de grande quantidade de bons cantores para os principais papéis.
Ontem, na Gulbenkian, em transmissão directa da MET, uma boa récita.
Baixos muito bons. Quer Furlanetto (Filipe II) quer Eric Halfvarson (Grande Inquisidor) estiveram a grande altura. Um mezzo de excepcional qualidade, Anna Smirnova, numa “Eboli” que arrebatou a assistência. E um “Rodrigo” cantado por Simon Keenlyside que “encheu” o écran.
Para mim, ele foi a “estrela” da noite. Voz poderosa aliada a uma extraordinária representação cénica.
E perguntarão: então e o “Don Carlo” e a “Elisabeth”?
Pois…
Roberto Alagna é um bom tenor. Ninguém duvida. Mas os seus dotes de actor deixam muito a desejar…Sendo mais concreto: é um “canastrão”. E bem o demonstrou neste papel. Gestos demasiado encenados, pouco ou nada naturais.
Marina Poplavskaya será, um dia, uma grande “Elisabeth”. Por agora, falta-lhe a maturidade que gosto de sentir , e que ela não pode, de modo algum, emprestar ao papel. Canta bem…tem boa presença….mas falta ali qualquer coisa que só o tempo poderá trazer.
Muito bem Yannick Nézet-Séguin à frente da Orquestra do MET.
Uma encenação eficaz de Nicholas Hytner.
domingo, 21 de novembro de 2010
Dulce Cabrita

Licenciada em Economia, tinha o curso Superior de Bibliotecária-Arquivista da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Foi Directora dos Serviços de Documentação da Universidade Técnica de Lisboa.
Estreou-se em “Porgy and Bess” (“Annie”) em 1973 no S.Carlos.
Intérprete de excepção de Lopes Graça, deu numerosos concertos nos anos 60 e 70.
Foi companheira do escritor Diniz Machado.
Nasceu e morreu no Barreiro.
No esquecimento generalizado que sempre tem coberto os cantores portugueses. No anonimato. Triste e injusto.
Dulce Cabrita (1928-2010).
(Fonte: “Cantores de Ópera Portugueses”, de Mário Moreau, Terceiro Volume).
domingo, 14 de novembro de 2010
Netrebko, claro.

O “Don Pasquale” da MET em transmissão directa para todo o mundo.
Grande Auditório da Gulbenkian completamente esgotado.
E o que se viu e ouviu, foi arrasador. No bom sentido.
A “Norina” de Netrebko, estou certo, ficará nos anais do papel. Portentosa.
O soprano russo salta, pula, corre, dá cambalhotas (isso mesmo, cambalhotas) e vai cantando como se estivesse parada. E como canta!
“Encheu” o palco. Deslumbrou.
Mas não foi só Netrebko.
No papel que dá título à Ópera, John Del Carlo esteve soberbo, com um registo cómico fantástico, conhecimento da personagem, versatilidade. Matthew Polenzani foi um “Ernesto” muito bom, e este tenor, que conhecia mal, foi uma excelente surpresa.
O “Malatesta” de Mariusz Kwiecien esteve à altura de anteriores registos do barítono, isto é, do melhor que por aí há neste momento.
Encenação brilhante de Otto Schenk. Simples, agradável, clássica.
À frente da Orquestra da MET, um James Levine que problemas de saúde não impediram de mostrar, uma vez mais, a sua mestria. Sentado, consegue empolgar os músicos, o público, os cantores. Muito bem.
Grande noite, portanto.
Um “Don Pasquale” que, esperemos, saia em dvd ou BR.
Merece.

