quarta-feira, 29 de abril de 2009

Messiaen na Gulbenkian

Lê-se no Programa da “Integral dos ciclos para canto e piano” de Olivier Messiaen, por ocasião do centenário do seu nascimento, espectáculo a que assisti na Gulbenkian, na segunda-feira:

“Este recital terá dois intervalos de 20 minutos e a duração total de 3 horas e 20 minutos”.

Nem os intervalos tiveram os minutos indicados, nem a duração do espectáculo foi aquela. Começou às 19 horas e terminou cerca das 21.30.

Adiante…

Três sopranos acompanharam o brilhante pianista Eric Schneider.
E se a prestação deste foi absolutamente notável, o mesmo não diria de Cláudia Barainsky, que ocupou a primeira parte. Sem chama, sem alma, apenas cumprindo programa. Fatal em Messiaen.
No primeiro intervalo as pessoas entreolhavam-se. Algumas saíram. E fizeram mal.
Porque Ruth Ziesak (na foto) arrebatou a assistência com uma entrega total ao canto. Aos frios aplausos para Barainsky, seguiram-se palmas calorosas e intermináveis para Ziesak, que bem as mereceu.
E Christiane Oelze, que já em anos anteriores se mostrara naquele mesmo palco como uma enorme cantora, fechou em beleza.
Messiaen não é um compositor popular. Não é fácil, nem por vezes agradável ao ouvido, e por isso mesmo exige cantoras que, para além da capacidade vocal, sintam o que cantam, e extravasem tudo o que lhes vai no pensamento.

Ziesak merece nota máxima.

5 comentários:

geocrusoe disse...

não vi o concerto, mas gosto muito de messiaen, assim embora não possa falar das vozes, compreendo a dificuldade e a necessidade de entrega a este compositor para tirar partido da obra.

Hugo Santos disse...

Eu não sou grande amante de música contemporânea embora aprecie algum Messiaen. A intérprete que elogia, Ruth Ziesak, é, pelo que tenho ouvido, prima pela inteligência vocal e interpretativa.

Rui Luís Lima disse...

Caro José Quintela Soares
Não fomos a este concerto devido à sua duração, pels vistos fomos enganados. No entanto hoje fomos até lá, mas estávamos a ver que não iríamos escutar o Beethoven devido a uma conversa exaltada, mesmo ao nosso lado, a história está contada no Paixões.
Abraço cinéfilo
Paula e Rui Lima

Anónimo disse...

E falar de Messiaen ?
Samuel

Anónimo disse...

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