segunda-feira, 26 de novembro de 2007

As Óperas de Verdi (5)


Verdi esteve sempre em contacto com Paris, embora dela não gostasse muito. “Rigoletto” mostra clara influência de “Roberto do Diabo” e foi mais através das óperas francesas do que das de Wagner que se foi educando gradualmente para ideais mais altos do que os da sua juventude.
Em 1855 a Ópera de Paris encomendou-lhe um trabalho; daqui resultaram “Les Vêpres Siciliennes”, ópera em que Verdi parece ter feito o possível por imitar Meyerbeer. A ópera importante que se lhe seguiu foi “Un Ballo in Maschera”. O seu libreto pôs novamente Verdi em contacto com as habituais complicações da censura, e a história, à qual veio a fixar-se finalmente a música, é do mais ridículo que possa imaginar-se. Porém, apresenta-nos algumas páginas de magnífica música e além disso, é notável pela combinação de elementos claramente cómicos e da mais horripilante tragédia.
Verdi tinha o agudo sentido dos efeitos teatrais mas em geral, pouco senso crítico para julgar os libretos, embora tenhamos de fazer-lhe a justiça de atribuir culpas à censura, tal a maneira como foram cortadas as suas primeiras óperas. Verdi queria tratar situações arrepiantes, e sobretudo personalidades fortemente vincadas, como Lady Macbeth ou Rigoletto, isto é, que pudesse pintar com a sua infalível vivacidade e crua sinceridade de expressão. “Un Ballo in Maschera” não enfermava apenas do absurdo da história, mas também de infelicidades de linguagem que se tornaram proverbiais na Itália de então.
Vamos ouvir Elisabete Matos e Denis O’Neil.

1 comentário:

geocrusoe disse...

Hoje falou de 2 obras que desconheco, mas o post valeu para eu ouvir Elisabete Matos (que apesar da ma' qualidade das colunas deu para ver uma potente voz) assumo que e' uma cantora lirica que ainda nao descobri. Quanto as operas invocada, continuo ainda com a curiosidade no ernani deixada ha' varios dias e as de hoje ainda nao me despertaram a curiosidade, talvez por desconhecimento meu.

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