segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Polémico

Gérard Mortier.
Será ele, a partir de 2010, o director do Teatro Real de Madrid, depois de recusar o lugar na New York City Opera, que lhe pagava uma pequena fortuna. Espanha deverá ter pago mais…
E ninguém duvida que o belga alterará radicalmente aquela casa de espectáculos.
Em recente entrevista ao “El Pais”, Mortier fez algumas declarações curiosas.
Por exemplo, que Lou Reed é mais importante para a Cultura actual que Pavarotti.
E que Eva Maria Westbroek, é o grande soprano dramático dos nossos dias.
Para ele, “cantores da velha escola” devem ser substituídos por outros com conceitos mais futuristas.
Marcelo Alvarez é um “comerciante” que nunca trabalhará com ele.
Odeia a transmissão de óperas em grandes telas, em transmissões directas, como o MET faz há anos.
E Almodôvar é o Verdi da nossa época.

Polémico, como sempre.
Célebres ficaram as suas desavenças com Carreras, Muti, Abbado, Jessye Norman.
A que outras, seguramente, se seguirão.

6 comentários:

geocrusoe disse...

Só hoje descobri eva maria westbroek, procurei uma obra que conhecesse para a ouvir e perceber melhor do impacto das declarações. não sei ainda se será o futuro da ópera, mas certamente uma voz para se ouvir mais vezes e que me lembro, o mundo por norma avança mais com revoluções do que com subserviência ao passado (o que não quer dizer desrespeitar o valores consagrados).

José Quintela Soares disse...

Caro geocrusoe

Aconselho, se quiser entender a "força" de Westbroek, a "Lady Macbeth of Mtsensk", de Shostakovich.
Existe à venda em dvd.
Aconselho vivamente.

Um abraço

Hugo Santos disse...

Embora não se possa desmerecer a acutilância de certos comentários de Mortier, digamos que eu nunca o convidaria para dirigir o meu teatro de ópera, se tivesse um.

José Quintela Soares disse...

Acompanho-o, caro Hugo.

Anónimo disse...

Bem, pelos vistos nem só em Portugal se fazem contratações...polémicas(para lhe chamar assim)...

António C.

Paulo disse...

Polémicas à parte, sempre seria muito melhor tê-lo em São Carlos que ter quem lá está.

E a Westbroek é mesmo muito boa. A sua "Lady Macbeth of Mtsensk" é espantosa, como foi a sua "Frau ohne Schatten" em Paris.

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