domingo, 5 de julho de 2009

Ekaterina Shcherbachenko


Ekaterina Shcherbachenko.
Fixem este nome, embora não seja fácil...
Este soprano ganhou o "BBC Cardiff Singer of the World" de 2009, e pelo "clip" que anexo, não é difícil perceber porquê.
Estamos perante uma grande voz, uma extraordinária capacidade interpretativa, uma presença marcante.
Não me enganarei se lhe vaticinar um futuro brilhante.
Veremos.


quarta-feira, 1 de julho de 2009

Porto, 1921...


Em 1921, o Teatro S. João, no Porto, recebia uma Companhia de Ópera, que integrava nomes como Maria Barrientos ou o Maestro Vittorio Gui.
Barrientos (1883-1946) foi um enorme soprano “coloratura”, convidada por todos os grandes palcos mundiais, da Europa ao MET, passando por Buenos Aires.
Cantou muitas vezes ao lado de Caruso, e era uma das mais respeitadas figuras da cena lírica mundial.
Vittorio Gui (1885-1975), presente em muitas das gravações que todos nós possuímos, foi um dos mais conhecidos e reconhecidos maestros, numa época em que os talentos abundavam.
Célebre o seu “Parsifal” de 1950 com Maria Callas, brilhante o “Barbeiro de Sevilha” de 1962, e fantásticas umas “Bodas de Fígaro” com Sena Jurinac.
Bastaria notar que Gui foi convidado por Bruno Walter para maestro convidado do Festival de Salzburgo, para avaliar a sua capacidade.
O Porto dos anos 20 do século passado teve ocasião de assistir a várias récitas de algumas óperas por estes intérpretes de excepção. Acompanhados por outros nomes importantes à época, como o soprano Madeleine Bugg, o tenor Dino Borgioli, o barítono Enrico Molinari ou o baixo Bruno Carmassi.
Há quase 90 anos.
E hoje?


(Cartaz publicado na Revista "ABC")

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Ontem ouvi (11)


Sublime.
Schwarzkopf (“Fiordiligi”), Ludwig (“Dorabella”), Prey (“Guglielmo”), Kmentt (“Ferrando”) e Sciutti (“Despina”), tornam este “Così Fan Tutte” difícil de bater por qualquer gravação das existentes e muitas são. Algumas muito boas.
Em 1962, estes grandes cantores estavam na plena posse das suas capacidades, que eram imensas, como sabemos.
E a mestria de Karl Bohm, à frente da Filarmónica de Viena, é bem posta em evidência.
Quando acaba, apetece colocar novamente o cd no início.
Espantoso.

domingo, 21 de junho de 2009

A "melhor" Bohème...

“Li que fizemos a melhor “Bohème” da história do São Carlos”.

Esta frase foi dita por Christoph Dammann, director do Teatro, ao “Expresso”.

Rimos.
De quem escreveu algures essas palavras.
De Dammann, por ter acreditado nelas.
Ou dar-lhe jeito acreditar.

Bastaria lembrar…Beniamino Gigli, Gino Bechi, Giulio Neri e Penchi Levy em Abril de 1948…Rolando Panerai, Tancredi Pasero, Luigi Infantini e Rizzieri no ano seguinte…Tito Gobbi em 1953….Virginia Zeani em 57…Alfredo Kraus e Sesto Bruscantini em 1963….

Rimos.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Ontem ouvi (10)


Ramon Vinay é considerado, por muitos, o melhor “Otello”.
E ainda que estas classificações dependam sempre do gosto pessoal, é indiscutível que, se não é o melhor, está entre os melhores.
E quando Vinay interpreta o papel acompanhado por Tebaldi e Gino Bechi, em 1952, numa célebre récita em Nápoles, o resultado só podia ser memorável.
É uma gravação ao vivo, com as naturais e habituais deficiências, mas quase nos esquecemos delas, perante a qualidade das vozes, o cunho interpretativo, o simbolismo histórico, a possibilidade de, 57 anos volvidos, ter oportunidade de ouvir estes cantores de excepção.
Gabriele Santini dirige a Orquestra e Coro do “S.Carlo” de Nápoles.

sábado, 13 de junho de 2009

Coros de Ópera (8)

"Coro dos Peregrinos"
"Tannhauser"
Wagner.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Ópera Portuguesa


É raro.
Uma gravação de uma ópera portuguesa, com cantores portugueses.
Porque é raro, saúda-se.
“Le Donne Cambiate” é uma excelente oportunidade para ouvir Ana Paula Russo, Ana Ferraz, Jorge Vaz de Carvalho, Luís Rodrigues, Alberto Lobo da Silva e Nuno de Villalonga, em interpretações de excelente nível, regidos pelo Maestro Álvaro Cassuto à frente da “City of London Sinfonia”.
A ópera é de Marcos Portugal (1762-1830), e a gravação é de 2000.
Curiosamente, comprei-a há anos em Londres, e não sei se estará disponível em Portugal…triste ironia.
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