“Já há muito que melómanos e profissionais exigiam aquilo que brilhou com força na última representação do “D.Giovanni” – a capacidade de produzir, com qualidade digna de ser ouvida em qualquer teatro da Europa (ou dos Estados Unidos), uma obra-prima do teatro lírico (neste caso um autor tão genial e complexo como Mozart) com um elenco confiado nas máximas figuras a cantores portugueses”…
…”estão de parabéns Sílvia Mateus (que voz, que saber!), um José Fardilha em constante “crescendo” (ambos aplaudidos em cena aberta!), Ana Ferraz, “Zerlina” saborosíssima, em contraponto com aflições de um engraçado “Masetto” (Luís Rodrigues), Elisabeth Matos (grande revelação) e os habituais primores da presença vocal e histriónica de Vaz de Carvalho, no desempenho do protagonista”.
Passou uma década.
E perante novo “Don Giovanni” no São Carlos, onde a única presença portuguesa é Carla Caramujo em “Donna Anna”, questiono se houve progresso…ou bem pelo contrário…







