“A Ópera é, hoje, mais popular que nunca”, afirmou Brian McMaster, antigo director do Festival de Edimburgo, regozijando-se pelo facto de a Ópera ter deixado de ser um espectáculo elitista, ou como tal considerado.
Tony Hall, da Royal Opera House, considerou que agora o público pode assistir a óperas sem ir ao teatro, e já não apenas com as gravações áudio e vídeo que tiver em casa. A passagem da lírica para os ecrans dos teatros, em transmissões directas, aumentou drasticamente o número de espectadores, e consequentemente, o potencial de desenvolvimento da Ópera. Por outro lado, a Internet funcionou como autêntica explosão, neste movimento já por si fantástico.
Mas Mortier, futuro director do Teatro Real de Madrid, alerta para a necessidade de levar o público aos teatros de ópera, porque “a relação entre os cantores e o público é insubstituível. A tecnologia é importante, mas não devemos esquecer de que é um meio, não um fim em si mesmo”.
E Joan Matabosch, director do Liceo, defende que “a tendência actual é renovar os repertórios, que as grandes óperas do século XX façam parte deles, e que a novidade seja a nova ópera, de novos compositores”.
Debate aceso e interessante.
Polémico, com muitos pontos a dividir os oradores.
Discussão que não chegou a Portugal.
Fonte: “El País”



