
E aí começou uma brilhante carreira de soprano, com um nível internacional.
Elsa Saque.
Bolseira do Instituto de Alta Cultura, por proposta do grande Gino Bechi, estuda durante dois anos em Palermo, onde actua por diversas vezes, demonstrando as suas altas qualidades.
“A pureza de estilo, a musicalidade impecável e uma expressividade do melhor gosto são predicados que distinguem esta jovem cantora”, escrevia em 1971 a saudosa Maria Helena de Freitas.
Cantou ao lado dos maiores intérpretes, merecendo sempre o aplauso da crítica e do público, que sempre lhe manifestou o apreço que lhe dedica.
S.Carlos e Trindade, mas também Coliseu são palcos que pisou em muitas noites de glória.
Grava pouco, como acontece com todos os cantores líricos portugueses, mas selecciona criteriosamente o seu reportório.
Fundadora da Ópera de Câmara do Real Teatro de Queluz, Elsa Saque canta por todo o país, mas infelizmente a nossa televisão há mais de uma década que não transmite qualquer um dos seus concertos.
Como é norma….
Fonte : “Cantores de Ópera Portugueses”, de Mário Moreau.






