quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Frases (3)


“Reparem na Itália! O “país da ópera” está a transformar-se no país da comédia musical. É como no futebol: as estrelas já não são os jogadores, mas os árbitros. Na ópera, são os encenadores, que muitas vezes nem sabem muito de ópera.
Não se pode colocar os cantores de lado e montar as produções sem estrelas.”
Note-se...que Roberto Alagna foi, há meses, dispensado pelo La Scala...

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Frases (2)


"Se ouvirmos Callas e depois as outras, compreendemos o que nestas falta. Mas apesar de tudo todas têm alguma coisa."

"O que torna Puccini tão grande é que ele não tem uma atitude moralista através dos seus personagens."
Karita Mattila

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Callas - Top Ten

Em artigo recentemente publicado numa revista da “especialidade”, fez-se um resumo exaustivo sobre o total de representações que Callas protagonizou em toda a sua carreira.
Assim, e por ordem decrescente, eis as 10 óperas que a Diva mais vezes cantou:

1. “Norma”, 89 espectáculos entre 1948 e 1965
2. “La Traviata”, 63 espectáculos entre 1951 e 1958
3. “Lucia”, 46 espectáculos entre 1952 e 1956
4. “Tosca”, 46 espectáculos entre 1942 e 1965
5. “Aida”, 33 espectáculos entre 1948 e 1953
6. “Medea”, 31 espectáculos entre 1953 e 1962
7. “Turandot”, 24 espectáculos entre 1948 e 1949
8. “La Sonnambula”, 22 espectáculos entre 1955 e 1957
9. “Il Trovatore”, 20 espectáculos entre 1950 e 1955
10. “Il Puritani”, 16 espectáculos entre 1949 e 1955

Ou seja, só nestas 10 óperas, Callas cantou 380 vezes em público.

Bellini e Verdi, com 3 óperas, Puccini com 2 e Donizetti e Cherubini com uma foram os compositores preferidos.
Cantou a “Tosca” com apenas 19 anos em Atenas, sendo este o papel mais presente ao longo da sua vida, já que o cantou durante 23 anos, e estreou-se em “La Sonnambula” com 32, em Milão.

Números impressionantes, para mais numa época em que as deslocações se faziam com maior dificuldade, e em que as récitas não eram tão seguidas como hoje.
Eleger uma destas óperas como a sua melhor é quase impossível, e ainda que a “Norma” seja o seu “ex-libris”, todas as outras são marcos na história.

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Francisco de Andrade

Há muitos anos, ao visitar em Salzburgo a casa de Mozart, deparei com um quadro retratando um cantor português, Francisco de Andrade.
Com curiosidade, perguntei ao guia a razão pela qual um cantor português figurava ali, e a resposta foi simples:
“Foi considerado, na sua época, o melhor “D.João” a nível mundial”.

Francisco Augusto de Andrade e Silva nasceu em Lisboa em 1856, e com 25 anos decide estudar canto em Milão, estreando-se em San Remo em 1882, no “Amonasro” da “Aida”. O sucesso foi imediato. É logo contratado para Roma, Florença e Parma. E daí para todo o mundo.
Cantou todos os grandes papéis de barítono, mas foi o “D.João”, de facto, que o eternizou. Citando, com a devida vénia, Mário Moreau:
“Francisco de Andrade tinha uma interpretação verdadeiramente ímpar, que ficou lendária e que, até aos nossos dias, talvez não tenha tido quem a igualasse”.
Dando assim razão à direcção da casa Mozart, na cidade austríaca.
Francisco de Andrade morreu em 1921.

Foi, sem dúvida, o maior cantor português, e é pena que não haja registos da sua voz, pelo menos disponíveis.
Primeira figura em todos os palcos europeus, alcançou uma projecção absolutamente notável, fruto do seu talento.
Portugal, como quase sempre acontece, esquece-o.

(Fontes: Mário Moreau – Cantores de Ópera Portugueses, primeiro volume, páginas 667 e 703)

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Frases (1)

Duas frases recentes da grande Cecilia Bartoli :


“Alfredo Kraus foi o melhor tenor da nossa época”

“O cantor lírico é como um pintor que retrata situações particulares”.

sábado, 2 de fevereiro de 2008

Em tempo de Carnaval...

É Carnaval….
Desculpem o incómodo….

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Fiasco


S.Carlos assistiu à estreia mundial de “Das Marchen”, de Emmanuel Nunes.
Mas não só o teatro de Lisboa. Outras 14 salas nacionais, de Ponte de Lima aos Açores, tiveram oportunidade de ver, em ecrãs gigantes. Com discursos e tudo, como o da Ministra da Cultura, que classificou a iniciativa como um “esforço de abertura da ópera contemporânea à comunidade”.

Perante isto, aqui deixo três perguntas:
- Num país que não conhece ópera, optar pela contemporânea não será querer ir longe de mais?
- Ainda que se trate de um compositor português, é “chamariz” para o grande público?
- Não seria preferível este tipo de iniciativas com óperas conhecidas e árias “eternas”?

Defendo “Opera per Tutti”, não apenas para uma elite intelectual que entende Emmanuel Nunes como a “chave” para um maior conhecimento e divulgação da arte lírica.
Porque não é nem será.

Primeiro sinal claro de que tenho razão: metade do público que enchia S.Carlos…saiu no intervalo….
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