A todos os que me acompanham neste espaço, desejo um Bom 2008.
sábado, 29 de dezembro de 2007
quarta-feira, 26 de dezembro de 2007
Georges Prêtre
Se associamos maestros à carreira de Maria Callas, Georges Prêtre, a par de Tullio Serafin, é o nome que, de imediato, recordamos.Aos 83 anos, será ele que conduzirá o Concerto de Ano Novo 2008.
Pela primeira vez, foi convidado um maestro francês, e será caso para dizer, que vale mais tarde do que nunca.
É mais do que justo.
sábado, 22 de dezembro de 2007
Natal com as "estrelas"
A todos os que me acompanham neste espaço, desejo um Bom Natal.
E vejam até ao fim este clip.
E vejam até ao fim este clip.
quarta-feira, 19 de dezembro de 2007
Grace Bumbry
Coloquei o dvd no leitor, e assisti ontem a um recital de Grace Bumbry de 1991, em Lugano.Como nasceu em 1937, a grande cantora tinha, na altura, 54 anos, ou seja, não estaria certamente no seu apogeu. Mas eu já sabia disso quando comprei o dvd, e fi-lo porque sempre a apreciei e considerei uma extraordinária intérprete.
É soprano, mas também é mezzo, o que em parte explica a variedade imensa dos papéis que interpretou.
Faz parte de uma geração fabulosa de cantoras negras (Price, Arroyo, Verrett) que nos deram alguns dos melhores momentos de ópera nas décadas em que cantaram.
De Bumbry recordo, sobretudo, a sua “Amneris” e a sua “Carmen”, espantosa em qualquer delas, e das quais, felizmente, há gravações.
Voltando ao dvd de Lugano, Bumbry cantou “Pace, pace mio dio” (La Forza del Destino), “O Don Fatale” (D.Carlo), “Io son l’umille ancella” (Adriana Lecouvreur), “Il est doux, il est beau” (Herodiade), “Mon Coeuvre s’ouvre à ta voix” (Samson et Dalila) e, inevitavelmente, fechou com a “Seguidilla” da Carmen.
Não sei se será fácil encontrar em Portugal, mas através da Internet, não percam a oportunidade de comprar esta edição da televisão suiça.
segunda-feira, 17 de dezembro de 2007
Incontornável
Discute-se muito.
Há quem odeie, quem seja indiferente, quem goste muito.
Mas é incontornável.
As modernas encenações de óperas clássicas invadiram os grandes palcos da lírica.
Dou já a minha opinião, não gosto. Mas percebo a intenção, louvável mas discutível, de tentar atrair novos públicos às salas, “trajando” de modernidade tudo aquilo que nos habituámos a ver integrado na época respectiva. Por outro lado, e este é um aspecto essencial, torna-se claramente mais barato encenar dessa maneira do que “à antiga”, e até há quem defenda ser muito “intelectual”…uma pobreza franciscana de cenário, que se pode resumir a uma mesa e uma cadeira (já vi, não estou a imaginar…)
Apesar de tudo, há um nome que sobressai e se impõe nesta nova geração de encenadores.
Refiro-me a Peter Sellars, um norte-americano que se tornou rapidamente uma referência neste novo tipo de apresentações.
O seu talento é inquestionável, e para o provar, sugiro que vejam, em dvd, o seu “Giulio Cesare”, de Handel.
quinta-feira, 13 de dezembro de 2007
"Fidelio"
Única ópera composta por Beethoven, “Fidelio” demonstra à saciedade a genialidade do Mestre.Autor de muita da melhor música alguma vez composta, há quem considere esta ópera uma sinfonia dramática.
A personalidade de Beethoven foi profundamente afectada pelas perturbações políticas do seu tempo. Diz-se amiúde que a sua música é a evolução natural das de Haydn ou Mozart, mas ninguém deixará de reconhecer que com ele surge um novo carácter musical, admitindo-se que por influência da música da Revolução francesa.
Em relação ao “Fidelio”, houve quem considerasse que as suas personagens são muito irreais; “Florestan”, o herói aprisionado, seria demasiado virtuoso, e “Pizarro”, o típico tirano, incrivelmente vil. Mas naquele tempo…era assim.
“Florestan” e “Leonora” são personagens que o público comparou muitas vezes a outro par famoso, “Tamino” e “Pamina”, de Mozart. Mas enquanto estes integram o imaginário, a dupla de Beethoven aparece aos nossos olhos como bem mais real.
Eis a grande Christa Ludwig no “Fidelio”.
segunda-feira, 10 de dezembro de 2007
As Óperas de Verdi (8)
Acabo hoje esta "leve" abordagem às óperas de Verdi.E faço-o com o “Falstaff”, estreado em Milão em 1893.
Era uma espantosa proeza para um homem de oitenta anos, e embora personagens cómicas tivessem aparecido aqui e além nas óperas anteriores, o simples facto de Verdi ter escrito uma ópera cómica era suficiente para pôr em alvoroço o mundo da música.
A estreia do “Falstaff”, como a de “Otello”, foi rodeada de toda a espécie de publicidade, se bem que isso fosse a coisa que Verdi mais odiava, mas verdade seja dita, foi preciso passarem-se muitos anos antes que qualquer destas óperas ganhasse o favor popular. Durante décadas foram mais representadas na Alemanha do que em Itália, embora mesmo aí só atraíssem um limitado círculo de apreciadores.
Wagner fora o fim de uma época e Verdi podia também tê-lo sido se tivesse acabado a sua carreira com o “Otello”. Mas “Falstaff” era uma ópera que olhava para o futuro e fez pelo menos com que os compositores se convencessem de que a ópera cómica não era, apesar de tudo, um género morto.
Aqui temos Giuseppe Taddei nesta ópera.
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