Ouçamos uma “preciosidade”.
Do “Requiem”, duas intérpretes de excepção, Fiorenza Cossotto e Leontyne Price.
Perguntaram a Maria Callas o que era a Ópera. A resposta foi rápida e curta : "Verdi".



Começou a carreira quando a ópera italiana estava no seu ponto mais baixo; Rossini retirara-se de cena, Bellini morrera e Donizetti fora atingido pela alienação mental.
Há muitos, muitos anos, ofereceram-me uma ópera de Wagner.
Eu ainda era jovem, e a ópera italiana preenchia todos os requisitos que julgava necessários para se gostar verdadeiramente de ópera.
Verdi, Puccini, Donizetti, Bellini e Rossini.
Mas…quem me deu aquele presente achava que ia sendo tempo…de conhecer o mestre alemão.
E escolheu “O Ouro do Reno”.
Antes, explicou-me o “Anel” em pormenor, deixando-me um pequeno livro com a história completa, em tradução brasileira, preciosidade que ainda hoje guardo.
Li.
Ouvi a ópera.
E não gostei.
Durante muito tempo, fui trocando argumentos.
Mas continuava a não gostar.
A situação só se alterou anos depois, isto é, na altura própria, e hoje Wagner integra a minha discoteca com uma parte “de leão”.
Na minha opinião, para se gostar de Wagner é preciso ter maturidade.
Concordam?