quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Pavarotti. Sempre!


Uma das mais belas vozes da Ópera.
O intérprete de excepção de Puccini.
O tenor que mais popularizou, junto do grande público, o canto lírico.

Mais do que as suas gravações em dvd, aconselho a audição dos seus cd.
É uma voz única.

Modena ficou órfã de um dos seus “ex-libris”.
Mirella Freni está agora só.
Ela, que com ele cantou, como nenhum par, “La Bohème”.

Acompanhei a sua carreira desde o início.
Cresci com ela, amadureci com ela.
E sempre, mas sempre, me fascinou.

Tem um lugar muito especial nas minhas audições diárias.
Terá sempre.

Luciano Pavarotti.
A preto ( do luto) e branco ( do lenço).

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

José Fardilha


Pouco de fala dele em Portugal, mesmo no mundo da lírica. Como se fosse um caso banal, ou com pouca importância.
José Fardilha, que nasceu em Lisboa em 1956, é indiscutivelmente o único barítono português com alguma projecção no exterior.
Só em 2007, Fardilha cantou o Leporello do “Don Giovanni” em Amesterdão e Trieste, e o Malatesta do “Don Pasquale” também em Trieste.
Alguém soube, ou falou disso, no nosso país?
Estudou com Cristina de Castro, tendo ingressado posteriormente no coro do Teatro de S.Carlos. Nos primeiros anos da década de 80 assumiu pequenos papéis, que lhe foram granjeando admiração pela sua bela voz. A tal ponto, que é convidado para cantar em diversas companhias italianas e alemãs. E por lá ficou, sendo presença constante no La Scala.
Juntamente com o soprano Elisabete Matos, forma a dupla mais consagrada, diria a única, de cantores portugueses no estrangeiro.
Fardilha tem cantado sob a direcção dos maiores maestros, como Abbado, apenas como exemplo.
Para um cantor português, seria caso para uma bem maior divulgação.
Mas nasceu neste país…

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Curiosidades (1)



Em 1814, a vila de La Roncole, no vale do Pó, foi saqueada pelos exércitos austríaco e russo, na sua caminhada contra a França.
As mulheres da vila refugiaram-se, com os filhos, na Igreja de S.Miguel Arcanjo, mas as tropas invadiram-na e mataram quem encontraram, excepto uma delas que se escondera na torre, junto aos sinos, com o seu filho de apenas 1 ano.
Esse bebé era Giuseppe Verdi.
Ainda hoje, no local, existe uma placa comemorativa.

A força do Destino…
E também é curioso lembrar que em “Il Trovatore” uma criança é salva da morte por mero acaso. Não por um sino, mas por uma cigana.

Coincidência ou não, o certo é que Verdi nunca esqueceu a sorte que tivera.

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Zinka Milanov


Zinka Milanov (Zagreb 1906 - Nova York 1989), foi um soprano spinto (ou seja, um soprano “entre” o lírico e o dramático) que passou toda a sua juventude a estudar canto, quer na sua cidade natal quer em Milão e Viena.
Estreou-se em 1927 na Leonora de “Il Trovatore”.
Foi “descoberta” pelo grande Bruno Walter, que a recomendou a Toscanini para uma representação do “Requiem” de Verdi em Salzburgo.
Em 1937 faz a sua estreia no MET, e curiosamente também com a Leonora. E aí permanece longos anos.
Regressa à Europa para aparecer pela primeira vez no La Scala em 1950, na “Tosca”.
Segundo os críticos da época, Milanov atingiu o apogeu das suas enormes capacidades exactamente a partir desta altura.
Foi uma intérprete de excepção de Verdi.

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

Claudio Abbado

Sobre Claudio Abbado podia escrever páginas e páginas. E é difícil resumir todos os aspectos da sua vida profissional, tão rica ela é.
Sem dúvida, um dos grandes maestros do século XX.
Abbado nasceu em Milão em 1933, onde foi director musical do “La Scala” de 68 a 86, um dos períodos de maior brilho daquela casa de espectáculos. Ao abandonar o Scala passa a director musical da Ópera de Viena, onde permanece até 1991.
Foi ele o sucessor, na Filarmónica de Berlim, do lendário Karajan, de onde saiu em 2002.
Dirigiu todas as grandes óperas, mas dedica especial atenção à divulgação de obras contemporâneas, e ao ensino musical dos jovens.
Inúmeras são as gravações, em cd e dvd, que podemos encontrar no mercado.
Um grande maestro italiano.

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Marilyn Horne


Nasceu nos Estados Unidos em 1934.
Estreou-se em 1954 em “Bartered Bride” de Smetana. Parte nesse ano para a Europa, juntando-se à Companhia de Ópera de Gelsenkirchen.
Como soprano, cantou aí a Mimi de “La Bohème” e a Amelia de “Simon Boccanegra”. O sucesso foi enorme, o que levou a Ópera de San Francisco a convidá-la. E Horne regressa aos Estados Unidos.
A primeira vez que canta com Joan Sutherland é em 1961, na “Beatrice di Tenda” de Bellini. Iniciava-se uma dupla que se tornaria lendária.
A revista “Opera News” classificou Marilyn Horne “provavelmente a maior cantora do mundo”, em 1981. Modestamente, reforçaria o “provavelmente”, mas que é uma das maiores, não tenho dúvidas.
Há quem a considere igualmente a maior intérprete de Rossini.
Com ou sem epítetos, o seu nome está gravado a ouro no livro de honra da arte lírica.


sábado, 18 de agosto de 2007

Julia Varady


Caso idêntico a Shirley Verrett.
Começou como “mezzo” e terminou como soprano.
Nascida na Hungria em 1941, Julia Varady estreou-se em 1962 no "Orfeu" de Gluck.
O êxito foi enorme.
De tal ordem, que logo nesse ano começa a cantar nas principais salas da então Europa de Leste, até entrar em 1970 para a Ópera de Frankfurt. A partir daí é presença constante no MET, no La Scala e na Royal Opera House.
A sua discografia é gigantesca, sendo difícil escolher as melhores gravações, tal a sua qualidade.
Casada com outro “monstro sagrado”, Dietrich Fischer-Dieskau, retirou-se dos palcos no final dos anos 90, após uma longa e brilhante carreira.
É agora professora em Berlim.
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